O planejamento estratégico e o uso criterioso de vermífugos são os dois pilares do combate aos parasitas em equinos
18/02/2026 - 13:33
O parasitismo gastrointestinal é um dos desafios mais frequentes do manejo sanitário dos equinos e afeta animais de todas as idades. "A prevalência é maior em períodos com maior umidade, temperatura e índice de chuvas. As condições tropicais do Brasil favorecem esse cenário, tornando importante a adoção de um manejo estratégico para o controle das verminoses”, destaca o Prof. Dr. Neimar Roncati, referência nacional em Clínica de Equinos.
“Embora os sinais clínicos sejam observados em casos de infecção intensa, é importante estarmos atentos a determinados sintomas, como perda de peso, cólicas, fezes pastosas, coceira na região perianal, apatia, atraso no crescimento e queda de performance”, explica o Prof. Dr. Neimar Roncati. O monitoramento periódico é fundamental, principalmente para potros, cavalos mais velhos, doentes e debilitados, já que são vulneráveis a complicações.
Entre as principais espécies de parasitas gastrointestinais que afetam os equinos estão Habronema spp., responsável por feridas de pele de difícil cicatrização no seu ciclo errático; Parascaris equorum e Strongyloides westeri, que parasitam o intestino delgado e podem causar enterite e atraso no desenvolvimento, além de possuírem ciclo pulmonar; Anoplocephala perfoliata, que pode provocar obstruções e cólicas graves; e Oxyuris equi, espécie geralmente associada à intensa coceira na região perianal, além dos ciatostomíneos.
Somando-se à variedade de vermes que podem afetar a saúde dos animais, a resistência parasitária é outro desafio imposto por esses parasitas. “Atualmente, a abordagem mais assertiva envolve um levantamento epidemiológico e a realização de exames de OPG (ovos por grama de fezes) para identificar cargas parasitárias e determinar quais indivíduos necessitam de tratamento, pois, para evitar o desenvolvimento de resistência pelos parasitas, o procedimento mais indicado é fazer o controle da população de vermes”, comenta o experiente veterinário.
O combate aos parasitas deve considerar a faixa etária, pois quanto mais jovens os potros, por conta do sistema imunológico imaturo e do comportamento de coprofagia, mais fácil a contaminação. O controle deve se iniciar nas éguas prenhes ao final de gestação e nos neonatos a partir do segundo mês de vida, quando o parasitismo pode causar doenças graves. Já potros desmamados e animais adultos devem ser monitorados, com exames regulares, e o tratamento aplicado somente quando a carga parasitária estiver acima da média, respeitando a saúde imunológica e evitando o uso desnecessário de vermífugos. Em termos de tecnologias presentes no mercado, o Doraequi Plus - produto oral de amplo espectro - conta com a associação de Doramectina e Praziquantel, destacando-se pela eficácia comprovada, com atuação contra vermes redondos e chatos.
Além do tratamento com vermífugos modernos, como Doraequi Plus, da Vetnil, outras medidas de manejo contribuem para a prevenção das verminoses, como limpeza das pastagens, quarentena para animais recém-chegados, separação por faixa etária, monitoramento da carga parasitária e acompanhamento do veterinário. “São práticas que, quando combinadas, protegem o plantel e reduzem a possibilidade de desenvolvimento de resistência dos vermes, proporcionando a manutenção do bem-estar equino”, completa o especialista.