Quando você souber quem é e através de autoquestionamento descobrir o seu propósito e a sua missão de vida, terá um poder de realização sem medidas e tudo ao seu redor conspirará para algo grandioso

Paulo Vieira

Dê amor aos outros através da gentileza, do encorajamento, do apoio, da gratidão ou de qualquer outro bom sentimento, e ele voltará para você

Rhonda Byrne


Treinamento

Cavalgada segura e prazerosa

Conheça regras simples sobre o treinamento de cavalos para passeio, visando a ter uma atividade relaxante, divertida e sem aborrecimentos

20/06/2019 - 12:19 | Atualizado em 18/09/2019 - 04:33

Para muitos, o passeio a cavalo já é hábito, mas a cada cavalgada vejo surgir novos adeptos, que descobrem as maravilhas de se estar em companhia dos amigos, conferindo as belezas das paisagens por onde passam, no lombo de um majestoso equino. É notório o quanto esta atividade está apaixonando os mais variados equitadores, de crianças a avós. A fim de que a diversão seja totalmente proveitosa e não tenha pontos negativos, elaborei nova coluna em Agro MP com algumas regras simples sobre o treinamento e a preparação da tropa. Confira:

Antes do passeio
Os animais que são usados para cavalgadas não precisam necessariamente ser diferenciados dos que participam de outras atividades, como Copas de Marcha e exposições. O trato e o trabalho se diferem em relação ao rigor do esforço, uma vez que o equino é visto como um atleta.

O animal, quando submetido à cavalgada, deve ser treinado de forma que possa enfrentar situações variadas, como atravessar riachos, abrir e fechar porteiras, passar sobre pontes de madeira (muitas vezes o barulho de suas próprias passadas o assusta). Com isso, evitar-se-á o desconhecido, que pode provocar atitudes oriundas do medo, expondo ao risco o cavalo e o cavaleiro. Não é necessário treiná-lo de forma diferenciada para curtos ou longos percursos, pois para condicioná-lo começamos com um trajeto menor e vamos aumentando de maneira gradativa. Não é recomendado submeter o cavalo à cavalgada sem antes tê-lo preparado corretamente para tal atividade.

Foto cedida
O cavalo deve ser treinado de forma a enfrentar situações variadas

Escolha do animal
Pode haver animais mais resistentes e adequados às cavalgadas, mas isso é relativo. Temos raças aptas para várias funções e para cada modalidade o condicionamento é fundamental, assim como todo atleta necessita de treinamento adequado para o fim ao qual se destina. O Mangalarga, o legítimo cavalo de sela brasileiro, atende perfeitamente os requisitos necessários para um bom passeio. Não se esqueça: antes de montar confira o ferrageamento e os equipamentos (mantas, selas, embocaduras). Atente-se ao estado de saúde geral do animal. Nas paradas do percurso, verifique se não há nada incomodando ou machucando o equino, algo que prejudique o seu desempenho.

Alimentação
A alimentação que deverá ser fornecida aos animais que participam de cavalgadas precisa ser balanceada, rica em proteínas, minerais e volumoso à vontade (feno e alfafa frescos).

Durante o passeio
Nas cavalgadas programadas para vários dias, atente-se ao local adequado para o alojamento de seu cavalo. Hoje em dia, os simpatizantes das cavalgadas montam os próprios piquetes móveis ao lado dos trailers e caminhões, mantendo os animais por perto, evitando transtornos no decorrer da noite.

Os animais bem treinados se acostumam a qualquer variável de temperatura, haja vista que nos treinos enfrentam sol, chuva, frio e calor, sendo assim, não são necessários cuidados excessivos. No entanto, quando está muito quente é importante usar o bom senso e sair cedo para andar em período mais fresco, visando ao menor desgaste físico, tanto do cavalo como do cavaleiro.

Não há média de tempo estipulada para a cavalgada. Isso depende do condicionamento de cada animal. Em passeios de um dia, por exemplo, perfaz-se em torno de 30 quilômetros, com saída pela manhã, algumas paradas e chegada tranquila para o almoço. O bom senso é fator preponderante para uma atividade prazerosa. Verifique se o cavalo está cansado através de sua respiração. Quando muito ofegante, volte-o ao passo. Caso ele demore para retomar os batimentos cardíacos normais, peça auxílio a um médico veterinário. Alguns intervalos podem ser estabelecidos pela organização da cavalgada para obter melhor rendimento, sem trazer riscos à tropa.

Geralmente, o trajeto é feito durante o dia para se apreciar a Natureza, já que cada trilha traz algo diferente e especial. O ideal é que já tenha um lugar programado para passar a noite, onde o animal deve receber, se possível, uma ducha para relaxar, um pouco de ração, além de água e verde à vontade. A escolha pelo passeio diurno ou noturno depende da necessidade e da preferência de cada cavaleiro. Não há restrições, desde que o animal esteja bem condicionado. À noite, embora os cavalos tenham visão extraordinária, o ideal é que se conheça o trajeto, evitando possíveis situações que possam assustá-lo e, consequentemente, trazer surpresas desagradáveis ao cavaleiro.

Acidentes
Deve-se contar com veículo de apoio, que tenha água, alimentação e medicamentos para os primeiros socorros a cavalos e cavaleiros. A presença de médico veterinário é fundamental, pois imprevistos acontecem. Sob qualquer anormalidade deve-se manter a calma, o que também refletirá no comportamento do cavalo. Ainda que todo cuidado seja adotado pelos organizadores para evitar acidentes, recomenda-se que nunca exija de seus animais mais do que eles podem oferecer. Uma toada exagerada, sem que ele esteja bem condicionado, coloca em risco a saúde e até mesmo a vida do cavalo. Respeite os limites, os seus e os do seu parceiro equino.

Você pode juntar vários amigos para uma agradável cavalgada. Nem todos chegarão ao final. Alguns desistirão logo no início e outros no meio do caminho. Somente um nunca o abandonará: o sempre fiel e companheiro cavalo.

Guilherme Jonson
Sob toda e qualquer condição, o cavalo sempre permanece fiel ao cavaleiro

Foto:

Dalva Marques mulhermuladeiraoficial@gmail.com

Dalva Marques é treinadora de equídeos e jurada de provas de marcha. Junto ao marido, Silvio Parizi, comanda o Rancho Bigorna, em São Sebastião da Grama/SP.

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