A gente só deve aproveitar as oportunidades que estejam alinhadas com o nosso objetivo

Roberto Shinyashiki

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples. Você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber a sua simplicidade

Mário Quintana


Mercado

Agro MP - A voz do Agronegócio

Conheça as áreas de atuação da marca registrada de Marcelo Pardini - Narração, Poesia, Jornalismo, Marketing e Leilão Rural

02/04/2024 - 16:33

O repórter Tito Abreu cortou o estradão e seguiu até Jacareí, a 80 quilômetros da capital paulista. Lá, ele foi recebido por Marcelo Pardini num casarão de 1860, sede do condomínio onde reside o personagem da nossa reportagem, outrora uma destacada fazenda de café da região, às margens do rio Paraíba. Ao lado da esposa, Louisy, e da filha, Maria Júlia, o titular da marca registrada "Agro MP - A voz do Agronegócio" - contou a sua trajetória:

“A ligação com o campo vem desde cedo. Tanto a família do meu pai como os antepassados da minha mãe são ligados ao meio rural”, afirmou Pardini. “Sempre gostei de lidar com bois e cavalos. E a Natureza me serviu de inspiração para os primeiros versos”, revelou o eclético profissional, que atua em cinco frentes de trabalho: Narração, Poesia, Jornalismo, Marketing e Leilão Rural.

Nascido em São Paulo, Pardini passou os finais de semana no sítio da família, em Botucatu/SP, onde os pais, o nefropediatra, Dr. João Tomás, e a veterinária, Dra. Teresa Maria, idealizaram o Haras MRM, em homenagem às iniciais dos filhos, Mariana, Rafael e Marcelo. “Tivemos o privilégio de conviver com os animais desde a tenra idade. Em 1989 começamos a seleção da raça Appaloosa, oriunda dos Estados Unidos, à época recém-chegada ao Brasil. Mais tarde, quando já tínhamos títulos paulistas, nacionais e até panamericanos nas modalidades Baliza, Tambor, Rédeas, Laço em Dupla e Western Pleasure, optamos por criar o cavalo Quarto de Milha”.

Neste ínterim, Pardini começou a imitar os locutores de rodeio, especialmente os baluartes Asa Branca e Zé do Prato, seus ídolos naquele tempo, vindo a atuar como narrador em diversas festas de peão, dentre elas, Jaguariúna e Barretos, sob o pseudônimo de Marcelinho Paulista. “Trabalhei dos 15 aos 21 anos de idade, tanto em rodeios como em provas. Uni o útil ao agradável”, relembrou em tom de saudade. A paixão pela Poesia nasceu ali. E o então adolescente escreveu os seus primeiros poemas. Mais tarde, formou-se em Jornalismo e fez pós-graduação em Marketing, publicando livros autorais, hoje disponíveis em formato eBook, à venda pela Amazon. “O meio rural permeou os meus pensamentos e deu vazão à minha veia poética caipira”, frisou.

Pardini se tornou um dos leiloeiros rurais mais versáteis do Brasil, tendo iniciado a carreira em 2005, com apoio da Djalma Leilões. “Saí da faculdade empregado na mais importante revista de Economia do país, mas me frustrei com o Jornalismo, especialmente devido à falta de ética e ao viés ideológico. Ao passo que também não queria mais trabalhar com Rodeio, então, decidi pelo Leilão Rural, profissão a qual escolhi e fui escolhido por ela”, detalhou. Atualmente, ele também é o narrador oficial do Jockey Club de Sorocaba, o principal hipódromo de cavalos Quarto de Milha na América Latina, e empresta a sua voz aos eventos do Núcleo Mangalarga da Alta Mogiana.

Divulgação
O leiloeiro rural Marcelo Pardini também é narrador de corridas de cavalos

“Sou grato a Deus pelas oportunidades que surgiram em minha vida através do cavalo. Esse ser magnífico me permitiu conhecer diferentes culturas hípicas, como a portuguesa e a italiana, uma vez que a linguagem equestre é universal”, emocionou-se. “Costumo dizer que quanto mais perto dos equinos nós estamos, melhores seres humanos nós nos tornamos”.

A prosa seguiu noite adentro... Pardini, sempre solícito aos questionamentos, fez questão de frisar o amor de sua filha para com a vida rural, especialmente em relação aos equinos. “Ressalto que o meio do cavalo é o melhor formador de caráter para as crianças. Nas provas, a meninada lida com pessoas de diferentes credos religiosos e classes sociais: aprende sobre compreensão e respeito. Nos torneios, o jovem tem derrotas e vitórias, trabalha a aceitação e a humildade. E, sobretudo, reconhece limites, os próprios e os do seu amado companheiro de quatro patas. Portanto, sempre a apoiarei nos cuidados para com os animais”.

Após um delicioso jantar, Pardini se despediu da nossa equipe de reportagem com mais algumas de suas frases bem elaboradas, depois de ser perguntado sobre o que o motiva na busca pela evolução contínua: “A Fé é o meu guia e a consciência o meu juiz”. E reforçou: “é fazer o bem, para colher o bem; trabalhar com generosidade e ter gratidão, pois a Fé, o amor e o pensamento positivo nos levam à evolução”.