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Roberto Shinyashiki


Meu Pet

Anestesia. Você tem medo?

Monitoração, uso de equipamentos corretos, fármacos adequados e condução da prática por médico veterinário qualificado tornam o procedimento seguro

21/08/2019 - 15:13 | Atualizado em 18/09/2019 - 09:36

Os donos de cães e gatos ainda têm dificuldade para lidar com a anestesia. Quando o animal é idoso ou sofre de alguma doença, como cardiopatia ou insuficiência renal, por exemplo, a situação fica ainda pior. A coluna Meu Pet desta semana desmistifica a anestesia veterinária e prova que ela oferece riscos, mas também é segura e muitas vezes necessária para determinados procedimentos. Saiba mais:

Os principais pontos a serem observados são que a anestesia deve ser realizada por médico veterinário que tenha conhecimento na área, fazendo uso dos fármacos certos, nas doses exatas e com equipamento específico. Muitas vezes, apenas uma anestesia local com Lidocaína é suficiente, como no caso de coleta de material para biópsia de pele, por exemplo. Alguns animais, por serem mais agitados ou não aceitarem a manipulação, precisam ser sedados para se tornarem permissivos, tendo redução da dor e do estresse. Procedimentos invasivos, de duração longa, normalmente exigem anestesia geral, que pode ser intravenosa, inalatória, uma associação de ambas ou mesmo tendo o acréscimo de bloqueios com o anestésico local.

E se o animal for velhinho? O fato de o pet ser idoso não veta a anestesia. Não fazer um determinado procedimento, como o odontológico ou o cirúrgico abdominal, é mais perigoso do que o risco anestésico. Para prevenir das ameaças, o veterinário pede exames complementares para escolher o melhor protocolo anestésico. Exames de sangue, como hemograma, função renal e hepática, e dosagem de albumina são valorosos para analisar o risco da anestesia. É importante a avaliação cardíaca para a escolha do protocolo. Alguns cardiopatas que estão compensados podem ser anestesiados se forem utilizadas as drogas adequadas. Mesmo as cirurgias mais simples ou eletivas, como a castração, necessitam de exames pré-anestésicos. A condição de saúde do pet, a idade e os casos de doenças pré-existentes definirão quais exames serão necessários e quais os riscos. Em cães e gatos acima de 07 anos de idade o ideal é que também sejam realizados eletrocardiogramas prévios.

Foto cedida
Examinam-se condição de saúde do pet, idade e doenças pré-existentes

Outro ponto importante é a questão da monitoração. A observação da pressão sanguínea pode ser feita por meio de aparelhos que determinam se o pet está hipotenso (pressão baixa), normotenso (normal) ou hipertenso (alta) durante a cirurgia. Isso assegura ao profissional o momento de intervir. Outro parâmetro importante é a saturação de oxigênio pelo oxímetro de pulso. O equipamento é colocado normalmente na língua ou nos dedos do paciente e nos diz como estão as trocas gasosas - se está faltando ou não oxigênio para o animal. Devemos também nos preocupar com a temperatura corpórea do nosso amiguinho, pois os fármacos utilizados normalmente interferem na regulação da temperatura, deprimindo o sistema nervoso central, tornando o paciente hipotérmico. Por isso são utilizados colchões térmicos, soro aquecido, aquecimento do ambiente e outros aparatos para conservar o calor do corpo do animal.

A famosa anestesia inalatória é controlada pelo “vaporizador”, responsável por transformar o anestésico líquido num vapor que será inalado pelo pet via sonda ou máscara. O equipamento calibrado é o mais seguro, pois com ele sabemos exatamente o quanto de anestésico volátil está sendo mandado para o animal, diferentemente do universal, cujo controle é feito “a olho” - em muitos lugares esse último não é mais utilizado.

A Medicina Veterinária avançou nos últimos anos em relação à utilização de novas drogas, bem como na questão da melhoria dos equipamentos para monitoração e das técnicas para promover melhor analgesia durante e depois do procedimento. Monitoração, uso de equipamentos de alta qualidade, fármacos adequados e condução da anestesia por profissional qualificado tornam o procedimento anestésico seguro. Então, não tenha medo. Somente se informe e tome ciência a respeito do tema.


Foto:

Janaina Biotto contato@vilachicopethotel.com.br

A médica veterinária Janaina Biotto é especialista em Anestesia, Oncologia, Ozonioterapia e Acupuntura. Atende no Vila Chico Pet Hotel, em Botucatu/SP.

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