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Veterinária

A vacinação em equinos

O médico veterinário Dr. Carlos Guilherme Schutzer reforça a importância da implantação de eficiente programa de vacinas para a prevenção de doenças em cavalos

13/05/2020 - 09:29 | Atualizado em 19/05/2020 - 10:11

A matéria de maior audiência do Portal InfoHorse, veículo de imprensa do jornalista e leiloeiro rural Marcelo Pardini, que esteve no ar entre os anos de 2012 e 2018, atingindo quase 100.000 visualizações, foi escrita com base nas informações transmitidas pelo Dr. Carlos Guilherme de Castro Schutzer, o “Xuxu”, titular da Embrio-equi, em São Simão/SP, acerca da importância da vacinação em equinos. Confira, na íntegra, a reedição desse relevante conteúdo:

Não existe programa de vacinação padronizado para os equinos e é de responsabilidade do veterinário planejá-lo de acordo com as necessidades de cada criatório. “O protocolo pode variar conforme o tipo de criação, a localização geográfica do haras e devido aos casos de surtos ou às epidemias de doenças infectocontagiosas”, ponderou Xuxu.

Nos últimos anos, com o aumento do número de provas e eventos equestres por todo o país, elevou-se a frequência de trânsito e aglomeração de animais e, consequentemente, a disseminação de doenças. Assim, é de grande importância a implantação de programa de vacinação adequado para a prevenção das enfermidades. “As vacinas que utilizamos na rotina para equinos são: Raiva, Influenza, Tétano, Encefalomielite (dos tipos Leste e Oeste) e Rinopneumonite (aborto equino a vírus)”, elencou o veterinário.

Veja o esquema de vacinação utilizado na Embrio-equi:

Imagem cedida
A implantação do programa de vacinação previne diversas enfermidades*

*Observações do Dr. Xuxu:
1. Animais que nunca foram vacinados: aplicar 2ª dose 30 dias após a 1ª;

2. Nos potros, depois do esquema inicial, fazer reforço aos 12 meses de idade e, posteriormente, seguir o mesmo protocolo dos equinos adultos;
3. Nas éguas gestantes: uma dose de reforço (contra Tétano, Influenza e Encefalomielite) pode ser feita 30 dias antes do parto para aumentar os níveis de anticorpos no colostro e, consequentemente, para o potro nascer com imunidade maior contra tais doenças, e
4. Em nossa rotina, além destas vacinas preconizadas para as éguas gestantes, fazemos tratamento preventivo contra aborto por Leptospirose, que consiste em duas aplicações do antibiótico Estreptomicina (12,5g) no 3º e no 6º meses de gestação.

É importante manter as vacinas sobre refrigeração em temperatura adequada, tanto no armazenamento quanto no transporte, e durante a utilização. "As instruções devem seguir as recomendações do fabricante, pois se houver alguma falha nestes procedimentos pode ocorrer perda na eficácia", alertou Xuxu.

No momento da vacinação, o cavalo deve estar livre de vermes e carrapatos. "Se vacinarmos um animal com algum desequilíbrio nutricional ou hormonal, a resposta à vacinação pode não ser eficiente e o equino continuará com risco de contrair a doença", disse o veterinário. Animais com febre, infecção ou virose também devem esperar completa recuperação para serem vacinados, pois estas condições podem diminuir o efeito da vacina.

É de suma importância a implantação de programa de vacinação adequado em equinos para prevenção e controle de enfermidades. O proprietário deve estar ciente de que a vacina serve para minimizar os riscos da infecção, mas não é capaz de prevenir patologias em todas as circunstâncias. "A ideia de que a vacinação protege contra doenças deve ser acompanhada por um bom manejo sanitário e alimentar, ou seja, devemos trabalhar com o conceito de um manejo de boa qualidade e não vacinar pura e simplesmente", finalizou o profissional.


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