Com a aparição dos primeiros cabelos brancos (a tal da sabedoria), hoje tenho plena convicção de que não mais preciso ter razão, apenas quero ser feliz

Marcelo Pardini

Através de demonstrações de princípios sólidos e retidão de caráter, pessoas boas e acontecimentos positivos virão ao seu encontro

Marcelo Pardini


Veterinária

A vacinação em equinos

Faz-se necessária a implantação de eficiente programa vacinal para a prevenção de doenças nos cavalos

31/01/2023 - 16:19 | Atualizado em 31/01/2023 - 16:21

A matéria de maior audiência do Portal InfoHorse, veículo de imprensa do jornalista e leiloeiro rural Marcelo Pardini, que esteve no ar entre 2012 e 2018, atingindo cerca de 100.000 visualizações, foi escrita com base nas informações transmitidas pelo Dr. Carlos Guilherme de Castro Schutzer, o “Xuxu”, titular da Embrio-equi, em São Simão/SP, acerca da importância da vacinação em equinos. Confira, na íntegra, a reedição desse relevante conteúdo:

Não existe programa de vacinação padronizado para equinos. É de responsabilidade do veterinário planejá-lo de acordo com as necessidades de cada criatório. “O protocolo varia conforme o tipo de criação, a localização geográfica do haras e devido aos casos de surtos ou às epidemias de doenças infectocontagiosas”, diz o profissional.

Com o aumento do número de provas e eventos equestres por todo o país, elevou-se a frequência de trânsito e aglomeração de animais e, consequentemente, a disseminação de doenças. Assim, é de grande importância a implantação de programa de vacinação adequado para a prevenção das enfermidades. “As vacinas que utilizamos na rotina para equinos são: Raiva, Influenza, Tétano, Encefalomielite (dos tipos Leste e Oeste) e Rinopneumonite (aborto equino a vírus)”, elenca o experiente veterinário. Segue abaixo o esquema de vacinação recomendado:

Imagem cedida
A implantação do programa de vacinação previne diversas enfermidades*

*Observações do Dr. Carlos Schutzer:
1. Animais que nunca foram vacinados: aplicar 2ª dose 30 dias após a 1ª;

2. Nos potros, depois do esquema inicial, fazer reforço aos 12 meses de idade e, posteriormente, seguir o mesmo protocolo dos equinos adultos;
3. Nas éguas gestantes: uma dose de reforço (contra Tétano, Influenza e Encefalomielite) pode ser feita 30 dias antes do parto para aumentar os níveis de anticorpos no colostro e, consequentemente, para o potro nascer com imunidade maior contra tais doenças, e
4. Em nossa rotina, além destas vacinas preconizadas para as éguas gestantes, fazemos tratamento preventivo contra aborto por Leptospirose, que consiste em duas aplicações do antibiótico Estreptomicina (12,5g) no 3º e no 6º meses de gestação.

É importante manter as vacinas sobre refrigeração em temperatura adequada, tanto no armazenamento quanto no transporte, e durante a utilização. "As instruções devem seguir as recomendações do fabricante, pois se houver alguma falha nesses procedimentos pode ocorrer perda na eficácia", alerta o médico veterinário.

No momento da vacinação, o cavalo deve estar livre de vermes e carrapatos. "Se vacinarmos um animal com algum desequilíbrio nutricional ou hormonal, a resposta à vacinação pode não ser eficiente e o equino continuará com risco de contrair a doença", fala o titular da Embrio-equi. Animais com febre, infecção ou virose também devem esperar completa recuperação para serem vacinados, pois tais condições podem diminuir o efeito da vacina.

É de suma importância a implantação de programa de vacinação adequado em equinos para prevenção e controle de enfermidades. O proprietário deve estar ciente de que a vacina serve para minimizar os riscos da infecção, mas não é capaz de prevenir patologias em todas as circunstâncias. "A ideia de que a vacinação protege contra doenças deve ser acompanhada por um bom manejo sanitário e alimentar, ou seja, devemos trabalhar com o conceito de um manejo de boa qualidade e não vacinar pura e simplesmente", finaliza.