Tudo se completa quando a fauna, a flora e o homem entram em comunhão com Deus

Marcelo Pardini

Ninguém pode ser plenamente feliz se não fizer benemerência. Fazer o bem aquece o coração

Marcelo Pardini


Veterinária

O escore corporal

Trata-se de uma análise simples, em escala, para a mensuração aproximada da condição nutricional e da saúde dos cavalos

23/04/2026 - 12:25

A análise do Escore de Condição Corporal (ECC) é uma prática simples, que dispensa o uso de balanças e outros equipamentos, que nem sempre estão disponíveis nos haras, para a mensuração aproximada da situação nutricional e da saúde dos cavalos. O método consiste na observação e na palpação de determinadas áreas do corpo do animal: região dorsal do pescoço, cernelha, costelas, parte posterior das espáduas, lombo e base da cauda. A partir disso, faz-se a classificação através de uma escala, que vai de extremamente magro (1) a extremamente obeso (9). Veja:

1. Extremamente magro
Nenhum tecido gorduroso consegue ser notado. Por esse motivo, os processos espinhosos (porções das vértebras que se projetam dorsalmente), as costelas e a base da cauda estão proeminentes, além da estrutura óssea da cernelha, da paleta e do pescoço estar facilmente perceptível.

Imagem ilustrativa
Escore de Condição Corporal (ECC): extremamente magro 

2. Muito magro
As vértebras lombares, as costelas e a base da cauda ainda estão proeminentes, mas, nesse caso, o animal já tem uma leve cobertura sobre os processos espinhosos. Ossos da garupa (ílios e ísquios) mostram-se proeminentes. A estrutura óssea da cernelha, da paleta e do pescoço está menos perceptível.

Imagem ilustrativa
Escore de Condição Corporal (ECC): muito magro

3. Magro
Há presença de gordura até a metade dos processos espinhosos vertebrais e uma leve cobertura sobre as costelas. Entretanto, as divisões das vértebras dorsais e as costelas ainda são facilmente perceptíveis. Aqui, a base da cauda está proeminente, mas não se individualiza as vértebras. Há uma deposição um pouco maior de gordura sobre os ísquios, mas os ílios ainda estão perceptíveis.

Imagem ilustrativa
Escore de Condição Corporal (ECC): magro

4. Moderadamente magro
Processos espinhosos levemente sobressaltados. As costelas aparecem superficialmente. Há gordura percebida ao redor da base da cauda. E a estrutura óssea da cernelha, da paleta e do pescoço já não está mais tão perceptível.

Imagem ilustrativa
Escore de Condição Corporal (ECC): moderadamente magro

5. Moderado
A gordura ao redor da base da cauda começa a ganhar aspecto esponjoso. As costelas não são percebidas apenas por inspeção, no entanto, ainda são facilmente palpáveis. A paleta e o pescoço ganham aspecto mais harmônico, por conta da deposição de gordura, em relação ao restante do corpo.

Imagem ilustrativa
Escore de Condição Corporal (ECC): moderado

6. Pouco acima do peso
Há gordura depositada ao lado da cernelha, do codilho e ao longo do pescoço, tendo um pouco de acúmulo na região lombar. A gordura sobre as costelas tem consistência esponjosa e, na base da cauda, está mais macia.

Imagem ilustrativa
Escore de Condição Corporal (ECC): pouco acima do peso

7. Sobrepeso
Pode ter gordura na região lombar. Apesar de ser possível sentir as costelas, percebe-se facilmente a presença de gordura entre elas. E também há gordura depositada ao lado da cernelha, do codilho, na base da cauda e no pescoço.

Imagem ilustrativa
Escore de Condição Corporal (ECC): com sobrepeso

8. Obeso
As áreas do codilho e ao longo da cernelha estão repletas de gordura. Há um notável engrossamento do pescoço e da face interna das coxas. Há maior dificuldade em sentir as costelas.

Imagem ilustrativa
Escore de Condição Corporal (ECC): obeso

9. Extremamente obeso
Apresenta muita gordura na região lombar e há gordura irregular aparente sobre as costelas. Há um abaulamento ao redor da base da cauda, ao longo da cernelha, do codilho e ao longo do pescoço devido à deposição de gordura. O flanco, a região lombar e o posterior nivelam com o resto do corpo, dando um aspecto arredondado.

Imagem ilustrativa
Escore de Condição Corporal (ECC): extremamente obeso


Após identificar o escore corporal do equino é importante que o veterinário avalie se ele tem compatibilidade com a atividade a qual está destinado, considerando sua categoria (idade, sexo). Então, qual é a escala desejada, levando em consideração que a mesma reflete a saúde e a qualidade nutricional do cavalo? De maneira geral, pode-se dizer que está na faixa entre 4 e 6. Há alguns fatores que determinam esse intervalo, tal qual a demanda por reserva energética, como no caso das éguas prenhes, uma vez que no terço final da gestação é preferível que elas tenham escore entre 5 e 6, devido ao balanço energético negativo (quando iniciarão a produção de leite). Outro fator relevante é o peso. Atividades de alto impacto, de explosão e as que exigem resistência são negativamente impactadas pelo escore corporal alto, por isso, recomenda-se que esses animais tenham escore entre 4 e 5.

Por fim, como melhorar a condição do cavalo com baixo escore corporal? Recomendam-se suplementos que auxiliem na recuperação do estado geral do equino. Um deles é o Equi Up M.O., da Vetnil, apresentado em pasta, ideal para equídeos que estejam debilitados em qualquer fase da vida. Ele traz elementos que auxiliam no ganho de peso e de massa muscular: nucleotídeos (facilitam os processos de obtenção de energia celular); aminoácidos (compõem a musculatura e exercem diversas funções no organismo); vitaminas e minerais (fundamentais para diversas atividades orgânicas); concentrado proteico do soro de leite; espirulina, entre outros.