Segundo autores de Física Quântica, como Fritjof Capra, tudo é sistêmico, tudo está conectado. Assim, o que penso, falo e sinto cria a realidade ao meu redor

Paulo Vieira

O primeiro sucesso nos espera depois do último fracasso

Allan Percy


Treinamento

Elegância ou desconforto?

Para o bom desempenho na Copa de Marcha, o cavaleiro deve ter em mente que o cavalo precisa se apresentar leve, flexível e atento aos comandos

12/07/2019 - 15:35 | Atualizado em 02/09/2021 - 09:36

É muito comum vermos em importantes Copas de Marcha animais conduzidos extremamente acelerados. Cabeça, pescoço, coluna totalmente sem conforto. A tão desejada cobertura de rastros, aquela composta por passadas amplas, elásticas, com posteriores eficientes, está sendo confundida com correria. Para o bom desempenho durante o julgamento, o equitador deve ter em mente que o cavalo precisa se apresentar leve, flexível e atento aos comandos. 

Márcio Mitsuishi
No julgamento, o cavalo precisa se apresentar leve, flexível e atento

Muitos cavaleiros querem “resolver o problema” do cavalo apenas com as mãos atarracadas nas rédeas. Isso é errado, pois causa pressão exagerada na boca do animal, culminando em movimentos artificiais, sem estilo nem elegância. Tais apresentadores se esquecem de que os comandos com as pernas propiciam a reunião do animal, através da impulsão de seus posteriores. Eles confundem ajudas eficientes com pernadas desnecessárias, que tiram o conforto do animal, deixando-o tenso.

As ajudas são eficientes desde que haja a percepção do cavaleiro para aliviar a pressão tão logo o cavalo ceda. Queremos que nossos animais saiam da pressão, seja na embocadura, seja nas ajudas de pernas, sempre com aquele “efeito mola”, ou seja, natural, harmônico, sem briga. Uma vez reunido, ele estará pronto para alongar.

Queremos um cavalo avante, com passadas amplas e sincronizadas. Lembrando que, quando pedimos o avanço, o desejo deve ser maior do que a própria obrigação em avançar. O animal precisa estar relaxado, sentindo prazer ao cumprir os exercícios. Um conjunto de frente oblíquo, sem debruçar nem pesar nas mãos do cavaleiro, é o que certamente lhe garantirá uma boa avaliação.

Lembre-se: mãos leves, cavalo leve. Mãos pesadas, cavalo pesado. Toda pressão exercida em excesso resulta em tensão, briga e desconforto para o conjunto - cavalo e cavaleiro. Sendo assim, faz-se necessário analisarmos o que realmente objetivamos com a nossa equitação: elegância ou desconforto?

Cavalos que respondem rapidamente às ajudas e aos apoios são sempre bem avaliados. Então, saia na frente! Não tema em evoluir. Monte com graça e leveza, de maneira esbelta e nobre. Deus no comando sempre!


Foto:

Dalva Marques mulhermuladeiraoficial@gmail.com

Dalva Marques é treinadora de equídeos e jurada de provas de marcha. Junto ao marido, Silvio Parizi, comanda o Rancho Bigorna, em São Sebastião da Grama/SP.

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