Trata-se de uma prática simples, para a mensuração aproximada da condição nutricional e da saúde dos cavalos
10/03/2026 - 13:34
A condição corporal dos equinos pode ser determinada a partir de uma escala que avalia pontos específicos e traduz um número: Escore de Condição Corporal (ECC). Essa é uma prática simples, que dispensa o uso de balanças ou outros equipamentos, que nem sempre estão disponíveis nos haras, para a mensuração aproximada da condição nutricional e da saúde dos cavalos.
O método consiste na observação e na palpação de determinadas áreas do corpo do animal: região dorsal do pescoço, cernelha, costelas, parte posterior das espáduas, região lombar e a base da cauda. A partir disso, o animal pode ser classificado através da seguinte escala: extremamente magro (1) a extremamente obeso (9).
1. Extremamente magro
Nenhum tecido gorduroso consegue ser notado. Por esse motivo, os processos espinhosos (porções das vértebras que se projetam dorsalmente), as costelas e a base da cauda estão proeminentes, além da estrutura óssea da cernelha, da paleta e do pescoço estar facilmente perceptível.
2. Muito magro
As vértebras lombares, as costelas e a base da cauda ainda estão proeminentes, mas, nesse caso, o animal já tem uma leve cobertura sobre os processos espinhosos. Ossos da garupa (ílios e ísquios) bem proeminentes. A estrutura óssea da cernelha, da paleta e do pescoço está menos perceptível.
3. Magro
Há presença de gordura até a metade dos processos espinhosos vertebrais e uma leve cobertura sobre as costelas. Entretanto, as divisões das vértebras dorsais e as costelas ainda são facilmente perceptíveis. Aqui, a base da cauda está proeminente, mas não se individualiza as vértebras. Há uma deposição um pouco maior de gordura sobre os ísquios, mas os ílios ainda estão perceptíveis.
4. Moderadamente magro
Processos espinhosos levemente sobressaltados. Costelas aparecem superficialmente. Gordura percebida ao redor da base da cauda. A estrutura óssea da cernelha, da paleta e do pescoço já não está mais tão perceptível.
5. Moderado
A gordura ao redor da base da cauda começa a ganhar aspecto esponjoso. As costelas não são percebidas apenas por inspeção, mas são facilmente palpáveis. A paleta e o pescoço ganham aspecto mais harmônico, por conta da deposição de gordura, em relação ao restante do corpo.
6. Pouco acima do peso
Há gordura depositada ao lado da cernelha, do codilho e ao longo do pescoço, tendo um pouco de acúmulo na região lombar. A gordura sobre as costelas tem consistência esponjosa e, na base da cauda, está mais macia.
7. Sobrepeso
Pode ter gordura na região lombar. Apesar de ser possível sentir as costelas, percebe-se facilmente a presença de gordura entre elas. E também há gordura depositada ao lado da cernelha, do codilho, na base da cauda e no pescoço.
8. Obeso
As áreas do codilho e ao longo da cernelha estão repletas de gordura. Há um notável engrossamento do pescoço e da face interna das coxas. Há maior dificuldade em sentir as costelas.
9. Extremamente obeso
Apresenta muita gordura na região lombar e há gordura irregular aparente sobre as costelas. Há um abaulamento ao redor da base da cauda, ao longo da cernelha, do codilho e ao longo do pescoço devido à deposição de gordura. O flanco, a região lombar e o posterior nivelam com o resto do corpo, dando um aspecto arredondado.
Após identificar o escore corporal do equino é importante que o veterinário avalie se o mesmo é compatível com a atividade exercida e a categoria do animal. Então, qual é o ideal? A condição corporal é reflexo da saúde e da qualidade nutricional do cavalo. De maneira geral, pode-se dizer que o escore corporal ideal dos equinos está na faixa de 4 a 6. Há alguns fatores que determinam esse intervalo, como a demanda por reserva energética, tal qual é o caso das éguas prenhes. No terço final da gestação é preferível que elas tenham escore entre 5 e 6, devido ao balanço energético negativo - elas iniciarão a produção de leite para o potro - que ocorrerá após o parto. Outro fator a ser levado em consideração é o peso do animal. Atividades de alto impacto, de explosão ou que exigem resistência são negativamente impactadas por um alto escore corporal. Por isso, recomenda-se que esses animais tenham um escore de 4 até, no máximo, 5.
Como melhorar a condição do cavalo com baixo escore corporal? Recomendam-se suplementos que auxiliem na recuperação de estado. Um deles é o Equi Up M.O., da Vetnil, apresentado em pasta, ideal para equídeos, em qualquer fase da vida, que estejam debilitados. Ele traz elementos que auxiliam no ganho de peso e de massa muscular, tais quais, nucleotídeos (facilitam os processos de obtenção de energia celular); aminoácidos (compõem a musculatura e exercem diversas funções no organismo); vitaminas e minerais (fundamentais para diversas atividades orgânicas); concentrado proteico do soro de leite; espirulina, entre outros.