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Marcelo Pardini

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Marcelo Pardini


Veterinária

O escore corporal dos equinos

Trata-se de uma prática simples, para a mensuração aproximada da condição nutricional e da saúde dos cavalos

10/03/2026 - 13:34

A condição corporal dos equinos pode ser determinada a partir de uma escala que avalia pontos específicos e traduz um número: Escore de Condição Corporal (ECC). Essa é uma prática simples, que dispensa o uso de balanças ou outros equipamentos, que nem sempre estão disponíveis nos haras, para a mensuração aproximada da condição nutricional e da saúde dos cavalos.

O método consiste na observação e na palpação de determinadas áreas do corpo do animal: região dorsal do pescoço, cernelha, costelas, parte posterior das espáduas, região lombar e a base da cauda. A partir disso, o animal pode ser classificado através da seguinte escala:  extremamente magro (1) a extremamente obeso (9).

1. Extremamente magro
Nenhum tecido gorduroso consegue ser notado. Por esse motivo, os processos espinhosos (porções das vértebras que se projetam dorsalmente), as costelas e a base da cauda estão proeminentes, além da estrutura óssea da cernelha, da paleta e do pescoço estar facilmente perceptível.

Imagem ilustrativa
Cavalo extremamente magro 

2. Muito magro
As vértebras lombares, as costelas e a base da cauda ainda estão proeminentes, mas, nesse caso, o animal já tem uma leve cobertura sobre os processos espinhosos. Ossos da garupa (ílios e ísquios) bem proeminentes. A estrutura óssea da cernelha, da paleta e do pescoço está menos perceptível.

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Equino muito magro

3. Magro
Há presença de gordura até a metade dos processos espinhosos vertebrais e uma leve cobertura sobre as costelas. Entretanto, as divisões das vértebras dorsais e as costelas ainda são facilmente perceptíveis. Aqui, a base da cauda está proeminente, mas não se individualiza as vértebras. Há uma deposição um pouco maior de gordura sobre os ísquios, mas os ílios ainda estão perceptíveis.

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Escore corporal de equino magro

4. Moderadamente magro
Processos espinhosos levemente sobressaltados. Costelas aparecem superficialmente. Gordura percebida ao redor da base da cauda. A estrutura óssea da cernelha, da paleta e do pescoço já não está mais tão perceptível.

Imagem ilustrativa
Cavalo moderadamente magro

5. Moderado
A gordura ao redor da base da cauda começa a ganhar aspecto esponjoso. As costelas não são percebidas apenas por inspeção, mas são facilmente palpáveis. A paleta e o pescoço ganham aspecto mais harmônico, por conta da deposição de gordura, em relação ao restante do corpo.

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Animal de escore corporal moderado

6. Pouco acima do peso
Há gordura depositada ao lado da cernelha, do codilho e ao longo do pescoço, tendo um pouco de acúmulo na região lombar. A gordura sobre as costelas tem consistência esponjosa e, na base da cauda, está mais macia.

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Equino pouco acima do peso

7. Sobrepeso
Pode ter gordura na região lombar. Apesar de ser possível sentir as costelas, percebe-se facilmente a presença de gordura entre elas. E também há gordura depositada ao lado da cernelha, do codilho, na base da cauda e no pescoço.

Imagem ilustrativa
Cavalo com sobrepeso

8. Obeso
As áreas do codilho e ao longo da cernelha estão repletas de gordura. Há um notável engrossamento do pescoço e da face interna das coxas. Há maior dificuldade em sentir as costelas.

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Equino obeso

9. Extremamente obeso
Apresenta muita gordura na região lombar e há gordura irregular aparente sobre as costelas. Há um abaulamento ao redor da base da cauda, ao longo da cernelha, do codilho e ao longo do pescoço devido à deposição de gordura. O flanco, a região lombar e o posterior nivelam com o resto do corpo, dando um aspecto arredondado.

Imagem ilustrativa
Cavalo extremamente obeso


Após identificar o escore corporal do equino é importante que o veterinário avalie se o mesmo é compatível com a atividade exercida e a categoria do animal. Então, qual é o ideal? A condição corporal é reflexo da saúde e da qualidade nutricional do cavalo. De maneira geral, pode-se dizer que o escore corporal ideal dos equinos está na faixa de 4 a 6. Há alguns fatores que determinam esse intervalo, como a demanda por reserva energética, tal qual é o caso das éguas prenhes. No terço final da gestação é preferível que elas tenham escore entre 5 e 6, devido ao balanço energético negativo - elas iniciarão a produção de leite para o potro - que ocorrerá após o parto. Outro fator a ser levado em consideração é o peso do animal. Atividades de alto impacto, de explosão ou que exigem resistência são negativamente impactadas por um alto escore corporal. Por isso, recomenda-se que esses animais tenham um escore de 4 até, no máximo, 5.

Como melhorar a condição do cavalo com baixo escore corporal? Recomendam-se suplementos que auxiliem na recuperação de estado. Um deles é o Equi Up M.O., da Vetnil, apresentado em pasta, ideal para equídeos, em qualquer fase da vida, que estejam debilitados. Ele traz elementos que auxiliam no ganho de peso e de massa muscular, tais quais, nucleotídeos (facilitam os processos de obtenção de energia celular); aminoácidos (compõem a musculatura e exercem diversas funções no organismo); vitaminas e minerais (fundamentais para diversas atividades orgânicas); concentrado proteico do soro de leite; espirulina, entre outros.