O otimismo é a Fé em ação. Nada se pode levar a efeito sem otimismo

Helen Keller

Humanamente falando, a única coisa que nos separa de nossos objetivos é a capacidade de agir. A qualidade de nossas ações e a somatória delas determinam o tempo para a realização de nossas metas

Paulo Vieira


Meu Pet

Qual a raça de cão é a mais inteligente?

Aprendizagem e raciocínio são características vistas através da linguagem corporal e do comportamento dos pets. Saiba mais sobre a cognição canina

24/05/2020 - 12:30 | Atualizado em 24/05/2020 - 12:30

Ainda hoje muitas pessoas questionam algo que na verdade já é óbvio e evidente: os animais possuem inteligência e sentimentos. A maioria absoluta dos cientistas acredita que eles sejam capazes de pensar, de uma forma diferente dos humanos e, ao mesmo tempo, possuem inteligência em diferentes graus.

Aprendizado, raciocínio, formação de planos e sentimentos – como medo, alegria, tristeza, ansiedade, afeição e agressividade, são características que podemos notar através da linguagem corporal e do comportamento dos nossos pets. Não existem cães “inteligentes” ou “burros”, pois não há somente um tipo de capacidade mental. Cada um possui uma habilidade diferente de resolver os problemas do dia a dia.

Pesquisas comprovam que o funcionamento do cérebro humano não é tão diferente do observado no animal. Essas descobertas não têm apenas valor científico, mas social: se eles são capazes de sentirem emoções, então, temos mais uma razão para tratá-los com respeito e nos esforçarmos para melhorar a nossa comunicação.

Ao longo das gerações, cães e gatos foram selecionados geneticamente para determinadas características físicas e comportamentais, enquanto algumas capacidades também foram desenvolvidas. Talvez seja impreciso afirmar que uma raça seja mais inteligente do que a outra. Na verdade, acredito que uma possua habilidades e tipos de inteligências mais desenvolvidas do que outra. Apenas isso.

Border Collie, por exemplo, tem a fama de ser a raça mais inteligente, seguida pelos Poodles, Pastores alemães e Retrievers. Entretanto, todos os cães possuem inteligência singular e própria. Atualmente, os cães são divididos em raças baseadas principalmente em suas características morfológicas, entretanto, nem sempre foi assim. Antes, eles eram divididos com base em sua função: caça, companhia e guarda. Cães utilizados para matar e atacar touros - com mandíbulas fortes e protuberantes para agarrar o focinho da rês, narinas largas e dilatadas para respirar durante o ataque, eram características interessantes e que provavelmente moldaram os atuais Bulldogues.

A Neurociência e a Computação ressaltaram falhas na ideia de se medir a inteligência de modo unidimensional. Um indivíduo pode ter memória notável ao se recordar de fatos com precisão e, ao mesmo tempo, não ter sido um bom aluno nem ter boa memória em sua rotina. A genialidade canina se baseia em dois critérios: capacidade mental e habilidade espontânea de fazer inferências, ou seja, ao invés de resolverem o problema por tentativa e erro, imaginam soluções diferentes, tornando-os maleáveis. 

A maioria das raças que conhecemos hoje possui menos de 150 anos de seleção. Os pesquisadores descobriram que as mais antigas, Chow chow, Huskie e Basenji, eram as menos adestráveis e mais tímidas, por serem mais próximas dos lobos. O conjunto Mastim e Terriers (Bulldogues, Pitbulls e Mastins) se revelou mais ousado, enquanto os cães de pastoreio (Borders e Galgos) foram os mais sociáveis e adestráveis. O grupo menos sociável foi o Montanhês, como o Cocker Spaniel Inglês e o São Bernardo.

Mas, afinal, qual é a raça mais inteligente? Depende da comunicação. Sem dúvida, o monitoramento do olhar humano é um item valioso no conjunto de ferramentas cognitivas do cão. Pesquisadores descobriram que os Retrievers levam mais tempo olhando o rosto do dono do que os outros quando tentam obter recompensa alimentar. Os cientistas sugerem que isso ocorra porque essas raças precisam interagir mais com os humanos para entender onde caiu a presa para que possam apanhá-la. Além do mais, o modo de criação de cada indivíduo pode interferir nessas avaliações de inteligência.

Quando se fala de diferenças raciais o que importa é o seguinte: se você acha que o seu cão é o mais inteligente, não há evidência científica que corrobore para isso, todavia, também não há evidências para contradizê-lo, pois muitos fatores, inclusive a criação, interferem nesse aspecto, tornando muito difícil estudar a inteligência dos cães.

A grande revolução nas descobertas sobre cognição canina foi a de que quando começaram a serem domesticados os cães passaram a ser muito parecidos com bebês humanos em termos de comportamento e habilidades comunicativas, isso em comparação com os lobos, conferindo-lhes um novo tipo de inteligência social. Depois do ser humano, o cão, com certeza, é o mamífero mais bem sucedido do planeta Terra. Levando em consideração esses fatores, o desafio é saber como nos comunicarmos da melhor forma possível com os nossos companheiros, desenvolver laços permanentes e identificar suas habilidades. Portanto, preste atenção na linguagem corporal do seu animal e até mesmo na sua. Talvez ele esteja tentando lhe dizer algo que você ainda não entendeu!


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Janaina Biotto contato@vilachicopethotel.com.br

A médica veterinária Janaina Biotto é especialista em Anestesia, Oncologia, Ozonioterapia e Acupuntura. Atende no Vila Chico Pet Hotel, em Botucatu/SP.

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