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Os sete maiores perigos para os pets dentro de casa

Muitas vezes não nos damos conta de que os animais de estimação correm sérios riscos de se machucarem no lugar onde menos imaginamos: o nosso lar

17/03/2020 - 14:59 | Atualizado em 26/03/2020 - 17:13

Sempre que saímos de casa e deixamos os nossos amiguinhos sozinhos, imaginamos que eles ficam seguros, afinal, estão protegidos debaixo do nosso teto, não é mesmo? Ledo engano. Os acidentes domésticos são muito comuns e, muitas vezes, letais. Pois bem… Hoje falaremos sobre os sete maiores perigos para os pets dentro de casa. Veja:

1. Animais peçonhentos
Perigo: é comum encontrarmos insetos, aracnídeos, répteis e demais animais no quintal e até dentro de casa. Alguns deles podem ferir ou até matar os nossos cães e gatos. Algumas espécies de aranhas, lacraias, escorpiões, cobras, sapos e abelhas possuem venenos que são capazes de intoxicar tanto os pets como os humanos.
Fique de olho: às vezes é necessária dedetização das instalações para eliminar os animais peçonhentos. Utilizar proteção para vedar a entrada dos mesmos debaixo da porta; manter o gramado sempre bem cuidado; eliminar entulhos e restos de lixo, e contatar a vigilância ambiental quando identificar a formação de enxames de abelha são atitudes que ajudam.

2. Choques elétricos
Perigo: cães e gatos são como crianças e precisam ser protegidos dos choques elétricos. Há recorrência de o pet morder fios ligados à tomada. Muitas vezes a corrente elétrica é letal. Em outros casos há queimaduras graves, arritmias cardíacas e edema pulmonar. Após o choque, o animal deve ser levado imediatamente ao veterinário.
Fique de olho: o ideal é retirar os fios de aparelhos elétricos da tomada quando sair de casa ou protegê-los de modo que os animais não tenham acesso a eles. É possível treinar o pet para que ele não morda os fios, entretanto, todo cuidado é pouco.

3. Quedas
Perigo: escadas, mezaninos, janelas e camas são responsáveis por muitos atendimentos no pronto socorro. Além de fraturas em membros, coluna, costelas e quadril, muitas vezes o animal sofre traumatismo craniano e apresenta contusões pulmonares. Cães pequenos podem se machucar simplesmente pulando da cama ou do sofá.
Fique de olho: utilize telas para janelas e vãos de mezaninos, coloque portões nas escadas e ensine o seu cãozinho miniatura a não pular direto da cama para o chão. Gatos também podem se ferir caindo de alturas elevadas.

4. Lixo
Perigo: cães são atraídos por cheiros e nada mais comum do que fuçarem no lixo. No entanto, lá encontramos alimentos deteriorados e outros itens que podem se tornar corpos estranhos no estômago dos animais. Intoxicações alimentares e problemas intestinais, sanados cirurgicamente, são complicações ocasionadas pelo lixo doméstico.
Fique de olho: retire o lixo sempre que puder da presença do cão. Utilize cestos bem fechados para reduzir odores e leve o material para a coleta seletiva o mais rápido possível.

5. Medicamentos, produtos de limpeza, venenos
Perigo: é muito comum a ingestão acidental de medicamentos de uso humano, produtos de limpeza e venenos colocados para eliminar pragas.
Fique de olho: nunca deixe esses produtos ao alcance dos animais e se ocorrer a ingestão leve o pet à clínica veterinária mais próxima. Armazene tais itens dentro de armários. Não dê leite ou qualquer outro líquido para o animal após a ingestão do produto químico. Quanto antes o socorro, maiores as chances de sobrevivência.

6. Piscina
Perigo: 
quedas em piscinas são comuns. Os animais acabam caindo por curiosidade ou por não enxergarem. Há diversos relatos de morte por afogamento.
Fique de olho: grades ou lonas que impedem o acesso à água são importantes para evitar acidentes. Algumas piscinas possuem escadas e outros aparatos que facilitam a saída dos animais. Alguns pets aprendem a nadar, já outros entram em pânico e se afogam.

7. Atropelamentos
Perigo: é importante que os animais não tenham acesso à garagem e à rua no momento em que os carros da família entram e saem. Atropelamentos e fugas são comuns, sendo que muitas vezes o próprio dono é o algoz.
Fique de olho: quando não é possível evitar o acesso dos animais à garagem, existe a possibilidade de treinar o pet a ficar parado durante a movimentação dos carros. Com um pouco de paciência e um bom adestramento problemas desse tipo podem ser evitados.

Tomando alguns cuidados dentro de casa é possível evitar acidentes, os quais muitas vezes são letais. Temos que ter em mente que os pets são como crianças e a prevenção é sempre o melhor remédio!


Foto:

Janaina Biotto contato@vilachicopethotel.com.br

A médica veterinária Janaina Biotto é especialista em Anestesia, Oncologia, Ozonioterapia e Acupuntura. Atende no Vila Chico Pet Hotel, em Botucatu/SP.

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