Comece fazendo o que é necessário; depois, o que é possível, e, de repente, você estará fazendo o impossível

Francisco de Assis

Quem você está se tornando é muito mais importante do que você está fazendo. Ainda assim, o que você está fazendo é o que está determinando a pessoa que você está se tornando

Hal Elrod


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O direito a ser correto

Dentre as obrigações do bom jornalista está a apuração, que busca a acurácia das informações e joga luz aos fatos, sempre através de uma visão holística

25/04/2020 - 12:41 | Atualizado em 25/04/2020 - 12:50

Quando o soberbo e agressivo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, tirou a obrigatoriedade da formação acadêmica (diploma) em Jornalismo, na Era PT, o embrião das fakenews foi efetivado. Tal decisão, tomada em 2009, camuflada em "defesa da liberdade de expressão", mostrou-se uma forma clara e evidente de destruir o bom Jornalismo, uma vez que, dentre outros malefícios, deu forças às ideias pseudosocialistas, que arruinaram a Imprensa e a Universidade brasileiras, além de causar sérios danos à vida do brasileiro de bem.

“Sem crise não há desafios. Sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um”, Albert Einstein. A frase do sábio físico alemão se encaixa no momento atual vivido pela imprensa nacional. Como profissional de mídia, com a devida formação acadêmica, reitero que dentre as obrigações do bom jornalista está a apuração, que busca a acurácia das informações e joga luz sobre os fatos, sempre através de uma visão holística.

A referida decisão “gilmarmendesana” foi tão absurda, que fazendo um comparativo com outras áreas, seria o mesmo que dizer que para se construir uma casa não seriam necessários os cálculos do engenheiro civil; para se realizar uma cirurgia não seria preciso o conhecimento do médico; para se promover um leilão não seria imprescindível o trabalho do leiloeiro credenciado. O discurso à época foi: “se tem aptidão àquilo, qualquer um pode fazer, não precisa formação superior”. Um completo absurdo! Uma ideia bandida, travestida em “liberdade de expressão”, cujo foco foi acabar com o Jornalismo sério e de alta qualidade, fazendo com que o senso crítico da população “se massificasse”, visando a produzir alienados, que são facilmente manipulados pelos detentores do poder.

O historiador grego Heródoto revelou que “a adversidade tem o efeito de atrair a força e as qualidades de um homem, que as teria adormecido na sua ausência”. O gigante despertou e a classe média brasileira, a que mais sofreu pelos desgovernos da turma de Brasília, desde FHC a Dilma, agora dá sinais de não aceitar calada as barbaridades que a maioria absoluta dos políticos tenta nos enfiar goela abaixo. Como gravou na História um dos principais defensores dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, Martin Luther King Jr.: “é melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão, que sentar-se, fazendo nada até o final”. Então, vamos bradar por Justiça! Vamos lutar pelo direito a sermos simplesmente corretos!


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Marcelo Pardini contato@agromp.com.br

Marcelo Pardini é narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural. Titular da marca Agro MP - A voz do Agronegócio.

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