Não existe nada melhor para distinguir as pessoas bem-sucedidas das demais do que a maneira como utilizam o tempo disponível. Você não pode administrar o tempo. Sendo assim, administre-se!

John Maxwell

Autorresponsabilize-se. Você é o único responsável pela vida que tem levado. Você está onde se colocou. Sendo assim, só você pode mudar essa circunstância

Paulo Vieira


Mercado

As aves Índio Gigante

Conheça um pouco mais sobre a raça genuinamente brasileira que tem se expandido de maneira firme e constante, já sendo cobiçada até por outros países

As aves Índio Gigante (IG) têm como berço os Estados de Goiás e Minas Gerais (anos 70 e 80). No entanto, o seu crescimento se deu por volta de 2000, junto à disseminação da internet no Brasil. Hoje, a criação está em quase todas as regiões do país. Os atrativos e os potenciais econômicos são: docilidade, facilidade de manejo, baixo custo de manutenção, produção de carne nobre e ovos de alto valor agregado. Com a popularização das redes sociais, os galos e as galinhas de tamanho avantajado ganharam fama.

“Para se ter uma ideia do potencial desse mercado, eu larguei a pecuária bovina de corte, na divisa entre Rondônia e Amazonas, para me dedicar ao Índio Gigante”, diz Pedro Ribeiro, que hoje é titular do Criatório Ribeiro, em Guaxupé/MG, um dos maiores do país. “O momento atual é bom, mas como toda lida rural tem suas dificuldades. É preciso gostar dos bichinhos e cuidar bem deles”.

O Índio Gigante se destaca pelo porte. Em sua formação foram utilizados cruzamentos de galinhas caipiras com o Combatente Brasileiro (que também é “tri-cross”) mais as raças Malaio (gigantismo) e Shamo (postura ereta). É um produto genuíno do Brasil, com grande potencial para exportação. Tem apelo comercial tanto no mercado ornamental como no de produção. Neste sentido, os criadores buscam a regulamentação da raça junto ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

“O Índio Gigante é um melhorador, cuja função é cruzar com as demais raças para resultar num produto final precoce, de carcaça maior e mais pesada”, dizem os irmãos Haroldo e Diogo Poliselli, do Criatório Diamante, em Jaguariúna/SP. Eles são filhos de Valdomiro Poliselli Júnior, tradicional agropecuarista. “Nossa seleção avícola segue os princípios que o Grupo VPJ aplica há 20 anos no melhoramento genético de bovinos Angus, Brangus e Red Brahman; ovinos Dorper e White Dorper, e equinos Quarto de Milha, ou seja, sempre em busca da excelência”. Os irmãos revelam: “estudamos todo o ciclo da Avicultura, desde os acasalamentos, os nascimentos, os cuidados, a prevenção de doenças até a formatação das planilhas de custos e a comercialização. Se uma galinha fica doente, não dá pra deixar pra depois, é preciso agir com rapidez”. E vão além: “Não fazemos testes. Trabalhamos em cima de provas. No IG, buscamos o melhor da relação altura versus tamanho”.

Divulgação
O frango Voodoo da Diamante, de 1,26m, foi o maior de todos os tempos

O veterinário Guilherme Lopes da Silva, do Criatório Golden Cock, em Bragança Paulista/SP, também investe no IG. “A vontade em ter aves de terreiro (galinha caipira) sempre existiu por causa das doces lembranças da infância. Fiz as primeiras aquisições e hoje tenho uma atividade que é uma verdadeira terapia. Como não tenho funcionários, faço questão de cuidar dos animais pessoalmente. Agora, trabalharei para que esse hobby dê retorno financeiro”.

O criador Mauro Loureiro, do Criatório Loureiro, em Jarinu/SP, diz que o êxito de toda atividade que engloba a criação animal depende daqueles que estão envolvidos no processo. Junto ao pai, Valter, ele mantém a criação como lazer. “É um hobby que dá dinheiro. Tem coisa melhor? Já nas primeiras vendas é possível equilibrar as contas”. Ele ressalta o célere processo da Avicultura, que confere giro de capital rápido. “Recomendo o investimento. Não vejo como dar errado. Mas, acima de tudo, devemos amar e respeitar os animais. E sempre contar com a proteção divina”.

Filipe Godinho, do Criatório Guareí, em Guareí/SP, trocou as vacas leiteiras pelas aves. "Sou um dos pioneiros na divulgação do IG em larga escala, por isso gente do Brasil inteiro vem comprar ovos e aves jovens comigo. O negócio é bom. A quem quer investir, reforço que o mercado está aberto, tendo espaço para todo mundo".

O momento é alvissareiro, por isso os criadores têm que buscar a união, visando a padronizar os critérios de seleção, aumentando o potencial genético das aves, sempre com acurácia. Além disso, informação de alta qualidade tem que estar disponível aos novos interessados, num amplo trabalho de Comunicação e Marketing. Em resumo, faz-se necessário trabalhar com seriedade, comprometimento e amor em prol do bem-comum. Incremento genético e melhorias nas condições sanitárias (manejo e nutrição) certamente resultarão na evolução da produção de ovos e carnes do Índio Gigante.  

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Mamba da Diamante - fêmea de 1,09m, a excelência do padrão racial

Num Brasil de tantas mazelas e dificuldades, com a política e a economia ainda fragilizadas, os sitiantes têm que fazer malabarismos para manter as contas no azul. Uma boa alternativa é a criação de IG, haja vista que o custo de manutenção é baixo e o mercado tem respondido positivamente à compra de ovos e pintinhos, fazendo com que o negócio seja superavitário. Neste sentido, imaginemos que em cada terreiro de galinha caipira (milhões espalhados por todo o Brasil) seja introduzido um galo Índio Gigante, que fará o melhoramento genético desses galinheiros... os mais simplórios produtores rurais dos longínquos rincões do país lucrariam com a atividade! A ideia é interessante...


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